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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Biofach, Nuremberg, 15 de fevereiro de 2017.

Aspecto da Biofach,estande da Ucrânia.
Hoje saímos cedo de Viena, chegamos em Nuremberg e fomos direto a Biofach. Já escrevi aqui no blog nos últimos anos sobre esta feira, a maior de produtos orgânicos do mundo. São cerca de 25 mil metros quadrados de estandes e uma imensa variedade de produtos orgânicos. Aqui quando se fala de produtos orgânicos estamos falando de produtos sofisticados, de alta qualidade em todos os sentidos. Organoléptica, sabor, apresentação. Chique. 
Estande do Brasil na Feira.
Agricultura Orgânica na Europa é chique. Na América Latina existe um esforço para popularizá-la, mas a influência europeia (semelhante à da América do Norte), também está presente. De tal maneira que estas duas propostas, uma mais elitista, outra mais popular, convivem literalmente mais ou menos harmonicamente em diferentes contextos.
O ponto alto da Feira em seu primeiro dia é uma apresentação sobre os números da Agricultura Orgânica no mundo. Sempre relativo ao ante-passado. Organizada por IFOAM (sigla em inglês para Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica) e Fibl, uma das instituições de pesquisa em agricultura orgânica mais antigas do mundo, com sede na Suíça. 
Antes de falar do que ouvi na apresentações, deixa eu mencionar que conversando rapidamente na feira, ouvi o que já sabemos. O mercado de alimentos anda de lado, mas o de orgânicos cresce significativamente, a cada ano. 
Os palestrantes sobre os números da AO. A segunda
direta para a esquerda, minha amiga
Julia Lernoud Calzada.
Voltando às palestras de hoje, ouvi algo interessante. Sete países ricos concentram 80% do mercado de produtos orgânicos. Os números:
EUA – Os produtos orgânicos movimentam 35,8 bilhões de Euros.
Alemanha – 8,6 bilhões de Euros.
França – 5,5 bilhões de euros.
China – 4,7 bilhões de euros.
Canadá – 2,8 bilhões de euros.
Reino Unido – 2,6 bilhões de euros.
Itália – 2,3 bilhões de euros.
Total: 62,3 bilhões de euros.
O mercado total de produtos orgânicos no mundo é estimado em 75 bilhões de euros. Esta soma do mercado destes setes países, o G7 da AO, representa portanto mais de 80% do mercado mundial de produtos orgânicos.
Mas... não posso deixar de observar que estes são os números, digamos, mais facilmente mensuráveis. Que quero dizer. Todos os sábados faço minha feira de produtos orgânicos em Torres, onde vivo. Porto Alegre tem mais de dez feiras orgânicas só aos sábados. No Sul do Brasil dados pouco seguros apontam para mais de duzentas feiras semanais. 
Detalhes bonitinhos da Biofach. Este trailer é
local de reunião deste estande.
No país como um todo não temos informações precisas, mas tenho certeza que são centenas e centenas de feiras em municípios de diferentes tamanhos pelo país a fora e que não entram nas estatísticas. Me explico? Países ricos que têm mais hábito de contabilizar seus números, acabam aparecendo maisneste tipo de levantamento.
Ainda posso agregar que no ano passado estive em Moçambique, México, Chile e Peru. As famílias produtoras que visitei e seus circuitos curtos de comercialização tampouco estão refletidos nos números que são tidos como mundiais. Acho ótimo o esforço de colocar números na AO a nível mundial. Muito necessário. Só não podemos tomar o aproximado por exato.
Deixa eu dar mais uns números. Os cinco países com maior consumo per capita de produtos orgânicos são: Suíça (262 euros/pessoa), Dinamarca (191€), Suécia (177€), Luxemburgo (170€) e Liechtenstein (142€).
Outro dado interessante é o tamanho do mercado de alimentos orgânicos em relação ao total. Dinamarca (8,4%), Suíça (7,7%), Luxemburgo (7,5%), Suécia (7,3%) e Áustria (6,5%).
Detalha da comida de rua em Nuremberg.
Tudo aqui é chique!!
Tem muito mais informação, mas vou parar por aqui, para podermos ir digerindo. Amanhã falo do número de produtores e das áreas cultivadas em alguns países. Posso adiantar que hoje 1,1% da área cultivada no mundo é com AO. Pode parecer pouco, mas é muito.
De resto foi chegar da feira, assear um pouco pelo início da noite pelo bonito no centro histórico de Nuremberg e vir para o hotel. O hotel tem um bar-restaurante com comida típica da Bohemia e aqui desta região de Nuremberg. Simples, bem local, muito agradável. Aqui ficamos.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Viena e Bratislava, 14 de fevereiro de 2017

Praça principal em Bratislava
Hoje foi movimentado. Com direito a viagem internacional.
Começamos visitando uma loja do Denns BioMarkt, uma cadeia de supermercados de produtos orgânicos comum na Alemanha e segundo entendi aqui na Áustria também.
Interior do Denns Markt. São vários pela cidade
 Uma enormidade a oferta de produtos orgânicos, infelizmente ainda inexistente no Brasil. E de novo sinto enterrada a famosa pergunta: "mas dá mesmo para produzir sem defensivos?". Só de ouvir se referir a veneno com o eufemismo de defensivo já me tira a paciência. Se acha que precisa usar, usa, mas não muda o nome buscando um alívio para a consciência. Pode soar falso.
Ainda de manhã fomos à Casa de Mozart. Na real uma das treze casas que ele morou em Viena, onde chegou em 1781 com 25 anos, vindo de Salzburg.
Para alguns ele é considerado o maior músico de todos os tempos. Ao menos vai estar sempre na lista dos melhores.
Aspecto da escadaria da Casa deMozart
Virtuoso desde criança, poucos dias depois de se estabelecer em Viena, escreveu, em uma carta à seu pai, que estava no melhor lugar do mundo para sua profissão. De fato, depois de esperar por alguns anos, em Viena ele pode chegar à condição de músico imperial, contratado pela corte e com salário fixo. Me chamou a atenção que ele expressa em uma carta que o que ele buscava era ter honra, sucesso e dinheiro. Ganhou muito dinheiro, o suficiente para ser rico, mas perdeu tudo no jogo. O cara não pode ser gênio em tudo...
A casa que visitamos hoje era conhecida como a Casa de Fígaro, pois foi ali que ele compôs a que é uma das suas obras mais conhecidas, As Bodas de Fígaro, uma ópera sobre uma peça teatral escrita por Caron, que era uma obra satírica dos costumes e hábitos da sociedade aristocrática. Ela foi até meio censurada pelo Imperador Austríaco, que não curtiu se ver criticado. Sempre que se juntam plebeus e aristocráticos estes últimos nunca gostam... bom, podemos até não saber nada disto, mas quem nunca cantou Fígaro no banheiro que atire a primeira pedra. Fígaro, fígaro, fiigaaroooo!!!
Estando em sua casa vi como muitas de suas composições são populares, e que as conhecemos, ainda que eu na minha ignorância não ligue o nome à pessoa...
Ainda a praça principal em Bratislava
Mais uma coisa sobre nossa visita à Casa de Mozart. Estando lá vimos algumas crianças com seus pais. Que privilégio crescer com estas oportunidades. Estou aqui escrevendo, ouvindo Mozart e pensando nisto. Quando uma criança como esta for um adulto culto e mais preparado para ter sucesso profissional e mesmo financeiro, vamos ouvir que ele lutou muito para chegar lá. Pode até ser, mas nesta carreira da vida, saiu com algumas cabeças de vantagem.
No final da manhã fomos à estação central e pegamos um trem rumo ao oriente. Mas paramos setenta quilômetros depois em Bratislava, capital da Eslováquia. Lembram da Checoslováquia? Pois então, depois da queda do muro de Berlin, se dividiram. República Tcheca, capital Praga e Eslováquia capital Bratislava. Foi lá que passamos uma belíssima tarde.
Não gosto destas passadas meteóricas por um lugar que vale a pena ficar mais, mas às vezes se justifica. E neste caso se justificou. Basicamente passeamos pelo charmoso centro histórico. Muito, muito legal. Comemos batata frita estilo belga, aquelas que vem em um saquinho e com algum molho. Comemos torta sacher e apfelstrudel. Tomamos cerveja local e café. Caminhamos muito, e apesar do frio de quase zero graus estava muito agradável. Imagino numa primavera-verão como deve ser. Vimos o Rio Danúbio que corta a cidade e estava de fato azul, como no nome da famosa valsa. Vou colocar algumas fotos aqui no fim do post para que vocês vejam que não estou exagerando quando digo que é muito legal.
Quando escureceu pegamos o trem de volta.
Chegamos em Viena e foi tempo de se preparar para amanhã deixar a cidade. Viena entra na minha lista de cidades mais bonitas que visitei. Passar um verão aqui deve ser incrível.
Amanhã cedo viajamos para Nuremberg. De lá conto mais, principalmente sobre a situação da Agricultura Orgânica no mundo.

Bratislava e suas estátuas. Esta é a do homem trabalhando,

Ana em uma lojinha de souvenirs

O gatão aqui à beira do Danúbio!

Mais um prédio do centro histórico de Bratislava

Mais um prédio do centro histórico de Bratislava

Mais um ...

outro... coisa linda!!!

Olha esta: banco com placa solar e ponto USB
para carregar o que seja. 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Viena, 13 de fevereiro de 2017

Musikverein
Vou começar o relato do dia pelo fim do dia, onde estamos agora. No Wein Co. (Companhia do vinho), um mercado especializado em vinhos. Vinhos de todos os lugares do mundo. O legal é que se pode comprar, pagar uma pequena taxa e tomá-lo no próprio local, em um ambiente bastante agradável, descolado. 
Wein Co.
E com algo para comer, se você quiser companhia para o vinho. Estamos aqui, Ana e eu, de boa, entre conversas, leituras e escritos. São dez da noite e acabamos de assistir um concerto de música clássica. Estamos na capital da música clássica, não podíamos perder a oportunidade. Numa das principais salas de música de Viena, da Musikverein. Quatro violinos, um violoncelo e no segundo ato um piano. Acústica perfeita, obviamente nada de microfones ou caixa de som. De fato, a música clássica nos leva a outra dimensão. 
Este concerto foi outra escolha da Bárbara, a amiga da Ana que ontem mencionei que vive aqui há dez anos. Ela é musicista profissional e claro que escolheu um concerto de primeira para irmos. Venho de um país onde quem está fazendo sucesso é Wesley Safadão e que tem como boa as canções do Luan Santana. Claro que temos ótima musica também, mas pouca tradição em musica clássica, ao menos até onde sei. E segundo meus filhos, meu gosto musical é duvidoso... Assim, preciso de uma dica profissional para saber o que é boa música.
Casa da Ópera
Falando em arte, Ana hoje me trouxe uma reflexão interessante. Ontem fomos ao Museu. Hoje a um concerto. Ao ver um quadro de Monet, ou uma escultura de Rodin, tomamos contato direto com o artista. Com o que ele tentou nos dizer, ainda que será nossa interpretação que irá definir a obra. No caso da música, o gênio de Mozart, por exemplo, precisa de um intérprete para que eu o acesse. O que isto significa? Talvez que o artista plástico tenha uma conversa mais direta com seu público do que o gênio da música? Realmente não sei, deve ter gente que já refletiu longamente sobre isto. Mas posso dizer que, mesmo reconhecendo  minha ignorância musical, os intérpretes de hoje estavam excelentes.
Igreja de São Estevão
E durante o dia fomos conhecer alguns dos pontos que não se pode deixar de ver por aqui. O primeiro foi a Igreja de São Estêvão. Para quem não se lembra, ele é cultuado como o primeiro mártir do Cristianismo. Foi condenado à morte por apedrejamento por Saulo de Tarso, o São Paulo da Igreja Católica. Esta história está retratada de maneira inesquecível no livro Paulo e Estêvão, de Chico Xavier. Impossível não se impressionar com sua vida e com o caráter de Estevão e, em função deste livro, e de a partir da sua leitura ter me tornado fã de Estêvão, gostei muito de conhecer esta Igreja. Acho que nunca tinha entrado em uma Igreja dedicada a ele. Bom, fora o fato de ser uma das Igrejas mais famosas do continente e de ser belíssima, por dentro e por fora. Li que é uma das primeiras Igrejas em estilo Gótico da Europa.
E teve mais hoje. Fomos ao mercado de rua mais conhecido de Viena. O Naschmarkt. Obviamente um luxo, muito produto legal, de diferentes lugares do mundo. Do Naschmarkt passamos pela praça Carlos (Karlsplatz), onde tem a Igreja de São Carlos. Não conheço este santo e ele, ou algum dos seus prepostos, estava cobrando oito euros a entrada, então não entrei na sua Igreja. Simples.
Hundertwasserhaus
Muito legal foi caminhar pelos bairros ao redor do centro histórico, que são lindíssimos, com prédios sóbrios e imponentes. Numa breve olhada, achei Viena mais bonita fora do seu centro histórico.  Nesta caminhada passamos pela casa de Hundertwasser, uns prédios do multi-artista vienense Friedensreich Hundertwasser, na fase que ele se dedicou à arquitetura.
E para fechar o relato do dia, começamos com um farto café da manhã no hotel, cheio de comidinha boa.
Amanhã pode ser que optemos por conhecer Bratislava, que está a uma hora daqui. Se formos, conto aqui.

Hundertwasserhaus

Naschmarkt

Igreja de São Carlos

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Viena, 11 e 12 de fevereiro de 2017

Fim da tarde no centro histórico de Viena
Chegamos em Viena ontem no fim da tarde. Viemos para a Biofach, a maior feira de produtos orgânicos do mundo que ocorre em Nuremberg, Alemanha. Aproveitamos para passar 3 dias aqui antes da Feira.
Schnitzel
Nosso hotel é no centro histórico o que nos permitiu dar uma caminhada ontem à noite, sob um frio de -2⁰C. Óbvio que não dá para ficar na rua em um frio como este e fomos jantar no Oswald e Kolb, uma das dicas da Bárbara, amiga da Ana que mora aqui há dez anos. É um restaurante de comida austríaca e pedi o prato recomendado pela Bárbara: schnitzel. No popular, bife à milanesa. 
Mas bom, muito bom. Ana pediu um ravioli de ricota com espinafre. Muito bom também. Mas reparem que ela já migrou para o Italiano... a Áustria, assim como Alemanha não se notabiliza pela culinária. Claro, exceção honrosa para as tortas. As tortas...
Viena é uma cidade cheia de história, mais um daqueles lugares onde os séculos convivem harmonicamente. É habitada quase que desde sempre, e os Celtas e Romanos tiveram acampamentos por aqui. Viena foi a capital do Império Austríaco e posteriormente do Império Austro-húngaro, quando do tempo da Monarquia de Habsburgo. Chegaram a imperar sobre quase metade da Europa, o que demonstra sua importância. Viena é a capital europeia mais próxima dos países que no tempo da guerra fria ficaram conhecidos como cortina de ferro, o que lhe conferiu especial importância no período pós guerra. Viena é a terra de Beethoven, Mozart, Haydn e Schubert, dentre outros, sendo conhecida como a cidade da música. 
trota de trufa...
Este parágrafo foi para dizer que hoje me senti passeando no meio de tudo isto... uma viagem dentro da viagem, quase sentimos pegar a história e seus tempos com as mãos.
Pela manhã, saímos caminhando com o Michael, marido da Bárbara, até o Café Oberlaa (www.oberlaa-wien.at), onde tomamos um belo café. Bebemos um Melange, um tipo de cappuccino típico de Viena, e torta. Uma de trufa e outra a famosa sacher. Pensa...
No almoço fomos ao Café Leopold Hawelka (www.hawelka.at/cafe/de), fundado em 1939 e ponto encontro de intelectuais e artistas vienenses durante a década de 50 do século XX. Comi goulash soup, uma sopa de carne que tenho a impressão é de origem húngara.
Mulher nua, Picasso
Depois do almoço fomos ao Museu Albertina e nos encantamos com suas exposições, tanto a permanente quanto a temporária. Picasso, Monet, Matisse, Chagall, Modigliane, e vários outros. Gosto de Museu de Arte. Não fico horas, e nem tenho conhecimento para sacar detalhes das obras, mas mesmo assim vou sempre que tenho possibilidade. 
Visitando o Albertina me lembro que aprendi que a arte é o melhor contraponto à tristeza, hoje de maneira permissiva e até leviana chamada de depressão. Para mim funciona. Nos momentos de baixa que já tive na vida, e quem não os teve, sempre fui guiado para fora do túnel pelas mãos da arte. Literatura, música de qualidade, bons filmes, museus. Museus particularmente me fazem muito bem.
Euzinho no Café Hawelka
E ainda teve o jantar. De novo o Michael colaborou e nos levou para conhecer um restaurante um pouco mais afastado chamado Fuhrgassl Huber (http://www.fuhrgassl-huber.at/buschenschank). Que lugar legal. Vendem vinho feito por eles. Ali, aprendi que Viena é a única capital do mundo que produz vinho em quantidades expressivas. Hoje tomamos um Chardornnay que me pareceu muito bom. A comida é pedida em um balcão, sendo escolhida através de um vidro, eles te servem e cobram por quilo. Eu havia jurado que não ia mais a restaurante a quilo, mas hoje abri uma exceção... é que há coisas iguais que são diferentes né?
Excelente dia em Viena. Bom que temos mais dois.


Cafe Hawelka


O famoso Hotel Sacher

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Uruguai, 23 e 24 de janeiro de 2017.


Pôr do sol em Punta Colorada... sem edição...
Me apaixonei por Punta Colorada. Sei que tenho um coração frágil, destes que se apaixona fácil por paisagens bonitas, mas Punta Colorada é demais. Os breves morros que a rodeiam, a água calma, a areia branca, e principalmente, o pôr do sol. Que pôr do sol. Como sabemos não é comum nas Américas vermos o sol se pondo no Oceano Atlântico. Mas nesta parte do litoral do Uruguai existem várias penínsulas (punta, em espanhol). Para quem não lembra, península é uma porção de terra cercada de mar por quase todos os lados. 
Pôr do sol em Punta Colorada.
E nesta parte do planeta, em determinados ângulos de uma península o Atlântico fica à oeste. Dá para conferir nas fotos que coloquei neste post. Aliás este post é para não deixar de compartilhar estas fotos do pôr do sol. Como mantenho este blog também para manter minha memória, eu não poderia correr o risco de perder esta.
Sobre nosso dia de ontem, segunda-feira, foi entre praia e praia. Com direito à pausa para almoçar na casa que alugamos, porque o sol no início da tarde se colocou meio violento
Muito bom. Gostei muito de lembrar como é agradável alugar uma casinha em um balneário. Bem acompanhado, melhor ainda.
a única foto da nossa bela noite - jogo de
tabuleiros, ao fundo os velhos e a parrilla.
E de noite ainda tive o prazer de ir na casa do meu amigo uruguaio Alberto Gómez, comer uma parrillada com sua família. Nos conhecemos ao redor da agroecologia há 25 anos e nunca tínhamos tido a chance de reunir nossas famílias. Graças às redes sociais descobri que ele estava ali e pudemos nos encontrar.
Hoje de manhã já era dia de retornar. Os mosquitos nos tiraram cedo da cama e antes de pegar a estrada em modo retorno passeamos até Punta del Leste, apenas para dar uma olhada, já que não conhecíamos. Bonita e imponente, quase majestosa, como sempre pude ver pelas fotografias e propagandas. Um pouco ao sul de Punta del Leste, chama a atenção Punta Ballena, um lugar de visual impactante.
Eram onze da manhã quando deixamos Mariane e Gabriel em Rocha, cidade à beira da Ruta 9, para eles seguirem suas aventuras em terras uruguaias. Despedida e choros e Ana, Daniel, Tiago e eu voltarmos para casa.
Punta Ballena
Agora estamos na estrada de volta, deixando o Uruguai. Entreguei a direção à Ana para ver a paisagem e escrever um pouco. Escrever me descansa.
Foi pouco mas foi bom. Me surpreendi com a beleza do litoral Uruguaio e é bem possível que eu volte. Agora, hora de pegar a direção de novo. A idade vai avançando mas sigo gostando de dirigir longas distâncias. Espero chegar em casa ainda hoje!

Pôr do sol em Punta Colorada.

Pôr do sol em Punta Colorada.

Pôr do sol em Punta Colorada.

Pôr do sol em Punta Colorada.

Só alegria...

eu e meus meninos...
Federer x Federer

Aula de parrillada com Alberto Gomez - que luxo!!!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Uruguai, 20, 21 e 22 de janeiro de 2017.


vendo o por do sol...
         E passamos um belo fim de semana em (quase toda) família pelo Uruguai. Viajamos sexta feira o dia todo, saindo de Torres antes das cinco da manhã e chegando à bela Montevidéu sete da noite. Ana, Daniel, Tiago e eu. Gabriel e Mari estavam acampando pelas praias daqui e foram à capital nos encontrar.
Montevideo de fato é uma cidade especial.
Reserva ecologia do Taim. 
      O ponto alto da viagem foi a estrada entre Rio Grande e o Chuí, que passa pela Reserva Ecológica do Taim. Local ermo e exuberante, pleno de vida. Um espetáculo.
     Ontem, sábado, passamos um longo dia flanando por Montevideo. Eu, que sou o mais jovem da delegação, acordei às cinco porque queria caminhar vendo o sol nascer na lindíssima rambla, a avenida de mais de vinte quilômetros que costeia o Rio da Plata. Um cartão postal. 
     Depois de um agradável café da manhã, com aquela prosa boa e relaxada, saímos caminhando do centro da cidade até a cidade velha. Passamos pela Av. 18 de Julio, compramos cuia no mercado dos artesões, e fomos numa feira de artesanatos e antiguidades na Plaza Matriz. Com direito a um café na livraria Mas Puro Verso. Com um nome deste vale um tempo nesta livrara né? 
Más puro verso...
         Caminhamos lentamente por 4 horas e chegamos ao Mercado del Puerto, um local que reúne dezenas de restaurantes, quase todos tendo como carro chefe uma típica parrillada. Comemos carne a la parrilla e os vegetarianos foram de legumes salteados, queijo também a la parrilla e batatas fritas. Acompanhado de uma garrafa de medio medio, uma bebida uruguaia que mescla vinho branco e espumante. Segundo entendo típica de almoço de sábado do Mercado del Puerto
Almoço no Mercado del Puerto.
        Sabe aquelas coisas típicas que não podem deixar de serem feitas? Pois almoçar sábado no Mercado del Puerto é uma delas. Como também ver o pôr do sol na rambla, onde no ângulo certo vemos o Sol mergulhar no Rio, o que nos levou quase duas horas entre boa conversa, risos comuns e suave contemplação.
      Hoje, domingo, outra vez desfrutamos o café da manhã do hotel e saímos para o Parque Rodo, onde queríamos ver a Feira de Produtos Orgânicos realizada pela Red de Agroecologia daqui, organização com quem sempre tive contato. A feira no verão diminui um pouco de movimento, mas gostei de revê-la. Da feira orgânica fomos ao Mercado Agrícola Municipal, que de agrícola mesmo tem pouco, mas têm várias bancas e lojas com comidinhas chiques. Também restaurantes, café e fast foods com uma carinha mais local. Muito agradável.
Gabriel e Tiago na Feira de produtos
orgânicos do Parque Rodo
Eram três da tarde quando saímos rumo ao litoral, direção de Punta del leste. Mas paramos em Punta Colorado. Chegamos ao entardecer, alugamos um casinha muito perto da praia, e enquanto as crianças foram ao supermercado Ana e eu fomos caminhar na charmosa praia e ver o sol se por. Que lindo lugar, fiquei encantado.
Agora estamos aqui, uma cozinhando, outros conversando e um escrevendo.
Eu estou vendo meus filhos conversando e pensando. Bom, pensar é meu hobby... 
Mercado Agrícola de Montevidéu.
       Estou pensando que nunca falei uma frase do tipo “minha família é tudo para mim”. Uma frase assim não expressa o que eu penso. Porque gosto pouco da minha família? Não, claro que não. Nunca falei porque acho que família é família e tudo é tudo... me explico? Minha família não é tudo, tudo é mais que isto. Mas fico muito contente pela vida ter me proporcionado um casamento de trinta anos e quatro filhos. Aliás, olhando para traz acho que se tenho algo que me arrependo na vida é não ter tido mais filhos. Quatro é pouco... Ter filho é muito legal. Mas tudo? Não, a vida em sua eterna e intensa generosidade nos presenteia com várias coisas, não apenas com a nossa família. Gosto de pensar assim e tentar ter olhos para ver este tudo. Muita coisa pode nos faltar na vida, mas nunca pode nos faltar tudo. Bom, vou sair desta viagem e voltar a esta minha viagem... Recomendo fácil um passeio por Montevidéu e por Punta Colorada
conversa na casa de praia...
Este ar praiano ao sul do mundo é muito interessante, talvez pela paisagem ampla e os dias longos. Amanhã teremos o dia todo de praia, terça já temos que voltar. Amanhã conto mais.