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segunda-feira, 6 de junho de 2011

TORONTO - domingo, 06 de junho/2011

Acabei indo às Cataratas do Niágara hoje. Realmente lindo. Quedas d’aguas são sempre lindas, e ainda mais estas de volumes estrondosos. Fiquei impressionado. Já ouvi muitas vezes que as Cataratas do Iguaçu são mais bonitas do que as do Niágara. Possivelmente seja verdade, mas isto não significa que estas últimas não sejam impressionantes. E, cá entre nós, estão entre o Canadá e os EUA, entre Nova York e Toronto.
Peguei o barco e fui ao passeio típico, que navega pelo lago e nos aproxima das cataratas. Impressionante a força das águas. Gosto de estar em contato com a natureza em sua forma mais exuberante, agressiva, seja vendo um vulcão, uma mata tropical fechada ou uma queda d’água como a de hoje. Parece que nos redimensiona perante a Natureza, e nos faz baixar a nossa bola, nos fazendo ver que não podemos tudo. Como é mesmo o ditado? “Chocolate orgânico e humildade nunca fizeram mal a ninguém”. Ou algo parecido? Não me lembro agora...
Esta exuberância sou eu, atras, Niágara Falls...
Um dos motivos de eu ter definido viajar para o interior ontem foi ver um pouco mais de Canadá. Não muito, eu sei, fui apenas 120 km ao norte, mas sim, lá já vi menos diversidade racial do que Toronto, vi restaurantes que falavam em comida Canadense e ouvi apenas Inglês. Apesar da multidiversidade cultural que vejo em Toronto, e com suas características que a fazem única, sinto que ela tem um tom mais de EUA do que de Canadá. Bom, basta olhar no mapa e ver onde ela se localiza. 
Hoje, viajando para o Sul, indo em direção aos EUA, parece que me distanciei mais ainda do Canadá. Niágara Falls, a cidade de 80 mil habitantes que se formou em torno das cataratas, me pareceu uma mistura, em miniatura, de Las Vegas e Miami.
a cidade
Não conheço muito os EUA, mas esta foi a sensação que tive. Divertido ver a capacidade deles em nos fazer gastar nosso dinheiro, mas sempre nos deixando a certeza que fizemos um bom negócio. Anúncios de preços especiais em tudo e mil folhetos na rua te oferendo descontos em lojas, restaurantes e atrações as mais diversas, como dar beijo em golfinhos, ver o museu dos recordes do Guinness Book ou andar de roda gigante.
Na volta, estacionei no mesmo lugar que ontem. Eram oito da noite, mas que aqui ainda é dia. Fui ao mercado fazer umas comprinhas básicas, queijo, salame, pão e chocolate e, na volta, adivinha? Tinha sido multado! Vi apenas a parte da placa que diz que aos domingos tem que pagar para estacionar das oito da manhã as seis da tarde, mas não vi a parte que dizia que fora deste horário só se pode estacionar com permissão. Impressionante minha capacidade de atrair multas. E sempre sou inocente! Sessenta dólares, que poderiam ser muito melhor aplicados em muitas outras coisas.
Vou dormir, amanhã tenho aula, começando minha última semana.

domingo, 5 de junho de 2011

TORONTO - sábado, 05 de junho/2011

Velas pintadas, concurso em Orillia, Canadá
Acho legal esta frase que podemos encontrar nos livros de auto-ajuda, ou que circula fácil pela internet, do tipo transforme cada dia da tua vida em um dia inesquecível. Parece com o carpe diem, ou com o viva cada dia como se fosse o último dia da tua vida. Acho legal, quando tomado em um sentido positivo.
Tornar nosso dia inesquecível não significa necessariamente fazer algo extraordinário, ir a uma superfesta ou visitar a Muralha da China. Pode ser fazer coisas simples como desligar a TV por um dia, ir jogar bola com um filho, visitar um amigo, ver um bom filme ou ler um livro marcante. Às vezes se envolver em uma atividade voluntária, fazer algo por alguém também marca o momento, que acaba ficando. Acho esta dica legal, tento usá-la sempre que posso, fazendo algo que faça o dia ficar marcado na minha memória. Bem, digamos que hoje não tive muito trabalho para deixar meu dia inesquecível. Aluguei um carro e fui sozinho viajando por uma Highway da América do Norte, quase um sonho de adolescente. Não faltaram motoqueiros do estilo easy rider, modernizados claro, nem enormes postos de gasolina com suas exageradas lojas de conveniência.
Orillia, Café
Fui conhecer Orillia, seguindo a sugestão de uma amiga, uma cidade que fica 120 km ao norte de Toronto, entre dois belos lagos. Pequena, menos de 30 mil habitantes, agradável, como eu gosto: uma rua principal, pequenos comércios, cafés, restaurantes. Como acontece por aqui nesta época tinha um festival lá. Tudo para aproveitar o verão, o calor e a luz. O de hoje era tipo uma competição de velas (para velejar) pintadas à mão. Mas eles deram o maior azar, pois hoje choveu a maior parte do dia. Bom, eles e eu, porque viajei com chuva na ida e nublado na volta, e lá não deu para praticar nenhum dos esportes náuticos que eu havia pensado, ainda que remotamente, na possibilidade de fazer. Mas de todos os modos valeu, e muito. Vou demorar a esquecer deste dia.
Centro de Orillia
Voltei ainda não era noite, e fui tentar ver o Festival de Blues (eu disse, nesta época tudo aqui é Festival), na praia de Woodbine, a mesma que fui outro dia. Mas foi adiado, por causa da chuva. Talvez role amanhã, deve ser legal, são várias bandas de blues ao ar livre, for free
Ah, e o seguinte, antes que me esqueça, comi peixe frito com batata-frita hoje. No Brasil sempre que vou pedir peixe frito com batata-frita tem alguém que fala, que estranho, não combina. Pois adivinha o nome do restaurante onde comi hoje em Orillia? Fish and Fried. Isto mesmo, peixe com batata-frita. Adorei Orillia, influenciada pelos ingleses, esta é uma comida típica por lá!
Restaurante em Orillia
Amanhã estava pensando em ir a Niágara Falls, mas não sei não... rodar em Toronto de carro e ver o que a pé não dá e de metrô cansa também é uma boa opção. Amanhã de manhã decido. Agora são dez e pouco e estou morto. Dirigir sozinho, por aqui, com meu parco inglês, não é tão relaxante. Sempre rola uma tensão. Vou dormir.