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| Av, da Liberdade, fim de tarde |
Sábado
em São Tomé e Príncipe, domingo em Lisboa. Boa combinação. Ontem, acordei e
comi meu mata-bicho. Hoje, foi um pequeno almoço. Amanhã, no avião, de volta
para o Brasil, tomo um café da manhã.
Ontem,
sábado, mais relaxado, trabalho quase terminado, acordei tranquilo, sem
despertador. Depois do mata-bicho, peguei o carro emprestado com o Rogério e
fui solito para o norte da ilha, desfrutar outra vez da Praia dos Tamarindos.
Linda. Sol quente, água morna e transparente, deliciosa. Daqueles banhos que fica
difícil sair do mar. Um espetáculo! Fiquei umas duas horas por lá e antes do meio-dia
já estava na piscina do hotel. Pequena, simples, mas suficiente e agradável.
Depois,
fui almoçar no mesmo lugar que comi semana passada, o Onda Azul. Escolhi pelo
visual, a baia aos nossos pés, apesar da comida também justificar a escolha,
estava bem saborosa. Cherne com arroz, batata, banana e salada.
Depois
fui para o hotel, seguir no relatório, escrever algo e arrumar malas. Voo
atrasou, acabei esperando mais de quatro horas no simplíssimo aeroporto de São
Tomé. Agradável não foi… Cheguei em Lisboa nove da manhã e gastei três horas na
fila da imigração. Tampouco foi agradável. Acabou? Não, tem mais, as malas não
embarcaram em São Tomé, parece que tinha pouco combustível na aeronave e
estavam preocupados com o peso do avião. Caraca… Bom, cheguei no hotel, de novo o Sofitel, só
as duas e meia da tarde, meu dia em Lisboa virou meio dia, mas ainda pude
aproveitar algo do domingo na cidade de Fernando Pessoa.
O
que eu fiz? Almocei um Bacalhau à Lagareiro, bem correto, no “O Castiço”, na
Rua dos Sapateiros, que fica bem no coração do Chiado e é cheia de bons
restaurantes. Escolhi no olho, apenas gostei da cara e entrei. Fui atendido por
um chinês que mal falava português e por um indiano carrancudo. O português,
com cara de dono, ficava mais na supervisão. Essas típicas cenas, curiosas, da Europa
atual, mas não apenas da Europa, do mundo contemporâneo. Elas sempre me chamam
atenção, talvez por lembrar bem do tempo que o palco tinha outra configuração.
Depois,
fui comprar roupas, na esperança de que a Tap me pague, já que perderam minha
mala. Comprei umas coisinhas para levar para casa no supermercado Pingo Doce e
outras no Celeiro, um supermercado orgânico bem bacana. Fim de noite foi no
hotel, primeiro no quarto vendo jogo do Botafogo, depois desci para jantar, mas
troquei por três cervejas, no lindo hall do Sofitel, com aquela leveza
agradável de fim de viagem. Contradições da vida, contradições minhas, trabalho
como consultor em um pequeno país africano, financeiramente pobre, como
recompensa um bom hotel e uma cerveja cara.
| Último momento da viagem... |
Minha
última viagem internacional do ano não poderia ter sido melhor. Alguns
percalços, mas ter ido pela quarta vez a São Tomé coroou um ano que foi bem
legal. Não é incomum que eu tenha a sensação de que a vida é exageradamente
generosa comigo. Não é papo furado, sinto-me mesmo como um devedor. Que eu
tenha coragem, sensibilidade e inteligência para encontrar um jeito de pagar a
dívida!
E
fico por aqui em 2025. Próximo post não sei de onde será. E essa é uma das
razões que me faz sentir devedor à vida: eu nunca sei o que virá, mas sempre
vem um monte de coisas legais.
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| Vista do segundo andar do café que escolhi, na Av. Liberdade, para a sobremesa de fim de tarde. |
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| Doce e café! |













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