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| Zhangjiajie National Forest Park (Floresta do Avatar) |
Chegamos em Zhangjiajie, no
excelente Hotel Pullman, por volta das três da tarde. Hotel amplo, belo hall de
entrada, quartos para lá de confortáveis e super bem localizado. Meu número de
hotel, muito conforto, pouco luxo.
A vinda de carro desde
Furong foi agradável, nossa única viagem pelas estradas da China, mas a chuva
anunciou o que enfrentaríamos nesses três dias por aqui: tempo instável!
Estávamos cansados, e o
restante da tarde e o início da noite foram usados para descanso, organização
do dia seguinte e reconhecimento do terreno ao redor do hotel, com uma feirinha
bem simpática e muitas luzes. Funcionou bem, já que o hotel nos oferece Chá da Tarde
e Happy Hour, os dois com comidinhas e bebidinhas livres, o que sempre cai
muito bem. Tomei uma cerveja chinesa que curti mais a garrafa que o sabor, e
comi churrasquinho chinês, sanduíche de atum e bolinhos de primavera.
No dia seguinte, tomamos um
café da manhã intenso e com muita gente, o hotel é enorme. Muita comida, mas eu
acabei optando pelo que já conhecemos: ovos, queijo, bacon, iogurte, pães.
Nos ajeitamos e saímos em
direção ao parque. Como estava chovendo, fomos de Didi, apesar de estar a
apenas 1.500 m distante.
Chegamos ao Zhangjiajie
National Forest Park por volta de 9h30. Como sempre, neste país, muita gente,
lojas e barracas com souvenirs, comidas e bebidas. Comprei um protetor para o
tênis que foi super útil, me permitiu voltar com o pé seco e o tênis branco
para o hotel.
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| Zhangjiajie National Forest Park (Yangjiajie Scenic) |
De acordo com o ingresso que
compramos, entramos pela região leste, pegamos um ônibus até o elevador Bailong
direto para o topo. Este elevador é uma das atrações do Parque. É pago à parte,
e custou 11 dólares por pessoa. Ele leva menos de um minuto e meio para subir
326 metros, e é considerado o elevador externo mais rápido do mundo. No
primeiro terço, vemos apenas uma parede de pedra, de repente se abre o cenário
de montanhas íngremes e escarpadas, muito altas, mais ou menos vegetadas. Um
“uau” soa espontâneo no elevador, a cena é realmente incrível. Mas muito
rápida, fica a sensação de querer repetir…, mas a visita é toda muito intensa,
a ideia é seguir adiante.
Quando se desce do elevador,
o programa é explorar a área, um pouco mais tranquila, chamada de Yangjiajie
Scenic. Mas… estava muito nublado. A onda, que é ver as enormes cadeias de
montanhas pontudas e parcialmente vegetadas, não se mostrava interessante.
Caminhamos, nos guiando pelas placas que nos davam essa ou aquela opção de
caminhos. Sabíamos que o programa era esse, caminhar muito, subindo e descendo,
mas sempre com visuais deslumbrantes ao redor. Não rolou, pouco vimos da
paisagem que faz esse lugar famoso. Aqui vai uma carinha de tristeza com uma
lágrima rolando...
Seguimos
pelas trilhas e mirantes, sempre entre névoa e chuva leve. Em dado momento,
orientado pelas placas e consultando uma inteligência artificial, seguimos em
direção à Tianzi Mountain. Um ônibus nos levou até lá, entre curvas fechadas e subidas.
Levou uns 30 minutos até chegar. Valeu! Foi lá que, finalmente, vimos algo do
que buscávamos: por um bom tempo, a neblina se abriu e a paisagem absolutamente
deslumbrante deu o ar da graça. Imensos pilares de pedra, uma formação rochosa
muito surpreendente. Realmente nos remete totalmente ao imaginário das
montanhas de Avatar. Ficamos um bom tempo por ali, a Tianzi Mountain tem um
platô que permitiu aos chineses, e seu absurdo senso prático, construir praças,
colocar estátuas de heróis da pátria, abrigar lojas de lembranças e comidas.
Nem vou reclamar, tomar um chá quente com leite lá em cima foi bem bom. 
Vista desde a Tianzi Mountain

Teleférico descendo do Parque do Avatar
Depois de uma hora nesse
ambiente, vista apreciada e fotos devidamente tiradas, iniciamos a descida — e
ela veio com uma boa surpresa: um trecho de teleférico, estilo bondinho, ao
longo das montanhas, cercado por uma paisagem igualmente linda, nos permitindo
passar entre vales e formações rochosas que ajudaram a terminar de dissipar a
frustração pelo clima úmido e céu nublado. Céu nublado, nesse caso, significa
que andamos em meio às nuvens.
Voltamos caminhando, essa
região ao redor do parque é toda muito agradável, optamos por ir a pé em busca
de um restaurante. Achamos um e cada um pediu um prato local, com ajuda de
algum aplicativo para traduzir. Eu repeti meu prato à base de pedaços grossos
de bacon. Muito tempero, um pouco picante, vem nadando em um molho vermelho,
espesso, e com bastante broto de bambu. Comi junto com arroz e estava gostoso,
mas comi só a metade, deixei boa parte da gordura do bacon para trás.
Chegamos cansados ao hotel,
mas ainda tivemos tempo de aproveitar o nosso happy hour. E ainda dar uma breve
caminhada pela feira próxima ao hotel. 
Meu prato do almoço.
No dia seguinte, uma terça-feira
chuvosa, fomos para outro lado, em direção à Zhangjiajie. Não contei antes, mas
o Pullman e o Parque ficam no distrito de Wulingyuan, a uns 50 km da cidade. Acho
que também por isso gostei tanto, tem o ar de cidade pequena que eu gosto tanto
e tem me feito falta nessas megalópoles chinesas que temos visitado.
O destino era a Tianmen
Mountain, literalmente traduzido como Montanha da Porta do Céu. O lugar é
incrível, e tem uma superestrutura turística. O ingresso que compramos nos levou
ao caminho que vou descrevendo. Primeiro, pegamos o teleférico na cidade. É um
dos maiores teleféricos do mundo, com 7,5 km de extensão. No início, passa
sobre a cidade, mas quando começa de fato a subir a montanha, é lindo. E dá
aquele medinho...
Quando descemos do teleférico,
pegamos um ônibus em direção à Porta do Céu. O trajeto é pela estrada das 99
curvas. Estava muito nublado, então foi tranquilo. Pelas fotos que vi, é aquele
tipo de trajeto que as curvas caminham na direção e depois deixam para trás umas
pirambeiras. Conhece essa palavra, pirambeira? Pois é, enormes abismos! Em meio
a nuvens, foi de boa, se estivesse puro sol, teria mais beleza, emoções e
medos. 
A estrada das 99 curvas vista de cima.
O ônibus nos deixa em uma
espécie de praça, outra vez com lojas com comidas e lembranças, e muita gente.
O tempo seguia fechado, e a frustração seguia nos acompanhando. Sequer a porta
do céu era visível. A porta do céu é um buraco na montanha. Foi feita uma
escada para chegar até essa “porta”, com 999 degraus. Estava úmido, escorregadio,
mas não a ponto de ser perigoso. Helena e eu resolvemos subir, Ana optou pela
escada rolante. Sim, tem uma escada rolante que foi feita em um túnel, dentro
da montanha. A impressão que tenho da engenharia chinesa é algo assim: “É bom
fazer? É, Tem como? Tem. Então faz!”. Não sei se já comentei isso em outro
post, mas ouvi aqui que são formados cerca de um milhão de engenheiros por ano nesse
país.
Paramos duas ou três vezes
para dar uma parada, pegar um fôlego e tirar umas fotos, mas não dá para dizer
que subir essa escada tenha um alto grau de dificuldade.
No fim da escada, um espelho
d’água que deixa o cenário ainda mais fotogênico. Confesso que achamos que
havíamos chegado ao objetivo. Ledo engano. Fomos seguindo um fluxo de gente,
passamos por um caminho que ombreava com o precipício, eu mesmo não sabia que
iria ter coragem para passar por ali. Mas a neblina, a pilha, o inusitado e um
pouco de concentração me deixaram passar sem sobressaltos. Ao fim desse
caminho, vimos uma escada rolante, todo mundo subindo nela. Enorme, daquelas
que quase nos desestabiliza, nos faz perder o equilíbrio quando olhamos para cima.
Pois então, dessas. Achamos que era uma, mas eram sete. Sim, sete. Todas muito
altas. Durou uns 20 minutos a subida. 
E escada rumo à Porta do Céu
Lá em cima chegamos no alto da Tianmen
Mountain. Entendi que as escadas rolantes, todas em túneis dentro da montanha,
como já disse, viabilizam que cheguemos ao topo. Tem caminhos por fora, mas aí
não são turísticos, exigem outro nível de preparação. Lá em cima deve ser
lindo, mas nós seguimos dentro da nuvem. Não conseguimos ver nada. Ficamos um
bom tempo, comemos algo, andamos para lá e para cá, inclusive, outra vez, agora
já acompanhados da Ana, por caminhos encostados nas montanhas, com aquele super
precipício ao lado. Pouca visibilidade e, por consequência, pouco medo. Em um
trecho deste caminho se paga para entrar em uma parte que é feita de vidro,
onde se olha para baixo e se vê o nada..., mas não fomos.
Depois de uma hora no topo,
descemos pelas mesmas escadas rolantes enormes. Voltamos ao topo da escada de
999 degraus. Mais 3 lances de escada rolante, chegamos ao pé da escada. O tempo
estava mais limpo, tivemos nosso momento de divisar um pouco mais a paisagem.
Valeu, acho que foi uma espécie de presente pelo esforço feito para estar ali.

Telefério descendo da base
da escadaria da Porta do Céu
Aproveitamos para curtir o
visual e em dado momento resolvemos descer. Eram umas 4 da tarde. Caminhamos um
bom trecho e descemos de teleférico. Outro teleférico, não o mesmo que subimos.
Esse da volta é mais rápido, a descida estava linda, e nos deixa em um local
onde pegamos o ônibus até o local inicial, o mesmo onde pegamos o primeiro teleférico,
na cidade de Zhangjiajie.
Pegamos um Didi e
regressamos, cansados ao hotel.
Só que não... isso era o que
deveríamos ter feito, mas resolvemos caminhar pela cidade, para fazer hora e ir
ver um local onde tem um show de luzes de noite, o 72 Qilou (ou 72 Wonder
Tower). Caminhamos bem, cruzamos o rio, chegamos no centro da cidade. Foi legal
ver uma cidade mais normal, não turística, sem ser necessariamente espetacular.
Eu curti o passeio. No início da noite fomos para a 72 Qilou. Não gostamos, não
quisemos pagar para entrar, fomos procurar comida, achamos uma pizza chinesa
bem ruinzinha. O que deveríamos ter feito às 4 da tarde fizemos as oito da
noite, pegamos o Didi e voltamos ao Hotel. Não se pode acertar todas.
Mas ainda nos animamos a,
pela terceira vez, caminhar perto do hotel, outra vez passar pela ponte que nos
mostra partes do rio e das margens iluminadas. E nos despedimos de Zhangjiajie
do agradável distrito de Wulingyuan.
Hoje de manhã foi tempo de
tomarmos café e saímos em direção ao aeroporto, rumo a Shanghai. Terminei de
escrever daqui, já hospedados no ótimo Swissôtel Grand Shanghai. Mas no próximo
conto o que fizemos no centro financeiro da China e, de certa forma, de toda a
Ásia.
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| Selfizinha nas alturas |
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| Tiamen Mountain |
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| Em um desses caminhos que eu achei que não passaria, pela altura, mas foi mais tranquilo do que imaginei. |
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| Em alguns lugares o visual incrível se transformou em um literal "estar nas nuvens". |
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| A Porta do Céu e a escadaria vistas da base |
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| A escadaria, vista de cima |
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| Os elevadores dentro da montanha |
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| A base da escadaria, quando voltamos e o tempo abriu. |
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| A Porta do Céu, já na altura dela. |
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| A 72 Qilou, que não chegamos a entrar |
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| A vista desde a ponte próxima ao hotel Pullman |














Ótimas informações. Pude entender como são os parques, como é até a dica do protetor de tênis.Vou usar tudo no meu roteiro. As fotos da Porta tbm deixou bem claro como funciona. Valeuzão
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