
Poiana Brasov, uma estação de esqui, vista do nosso quarto,
A viagem de Bucareste para Brașov correu bem, mas não foi exatamente tranquila. À uma da tarde, saímos do hotel em Bucareste e fomos pegar nosso carro, alugado através do aplicativo LATAM Pass, na Sixt. Eles têm uma agência no Radisson, no centro da cidade, e posso devolver no aeroporto, sem taxas extras. Perfeito!
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| Castelo de Peles |
Já era quase hora de fechar para visitas, resolvemos não entrar. O castelo é realmente imponente, daqueles lugares que impressionam antes mesmo de chegarmos até ele. Li que foi construído no fim do século XIX, como residência de verão da família real romena. Sua arquitetura tem inspiração germânica, com torres, madeira e uma profusão quase teatral de detalhes. Assim como parte do trecho da estrada, ele é cercado pelas montanhas dos Cárpatos e pela floresta. Não é exatamente um castelo medieval; tem mais cara de uma materialização romântica da ideia que o século XIX fazia de um castelo. Nós o vimos apenas por fora, mas foi suficiente para entender por que Peleș se tornou um dos símbolos mais conhecidos da Romênia.
Valeu ter ido vê-lo, a estrada se mostrou com um super trágico até Brașov, voltar seria muito incômodo.
Chegamos ao hotel sob chuva, no fim da tarde. Que hotel… Swissôtel. Minha tática de escrever antes pedindo upgrade funcionou, a rede Accor realmente valoriza os clientes fiéis e nos colocaram em uma suíte lindíssima. Sem planos ou necessidade de sair, fomos aproveitar o spa e jantamos no restaurante do próprio hotel.
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| Castelo de Bran |
O Castelo de Bran é provavelmente o mais famoso da Romênia, muito por causa dessa associação que se fez com o Conde Drácula. A construção, no entanto, é bem mais antiga que a história de Bram Stoker e sua ligação com Vlad, o Empalador, é mais lenda do que fato. A própria história do Drácula tem muito pouco a ver com Vlad. O castelo fica sobre uma pequena elevação, cercado pelas montanhas, e a primeira impressão é mesmo bonita. Por dentro, achei mais interessante a própria história do lugar do que a exposição sobre Drácula, que ocupa bastante espaço. Mesmo com todo o turismo em volta, vale a visita, principalmente pela localização e pelo aspecto medieval da construção.
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| Eu e ele |
Vlad III, que ficou conhecido como Vlad, o Empalador, nasceu em Sighișoara, para onde iremos amanhã. Passou parte da infância no Império Otomano, depois de ser entregue pelo pai como garantia de sua lealdade aos turcos. De volta à Valáquia, parte da atual Romênia, envolveu-se em disputas pelo poder, guerras e conquistas. O apelido “Empalador” vem da prática que usava contra seus inimigos: atravessava o corpo da vítima com uma estaca, que depois era fincada no chão, deixando o condenado exposto. Era uma forma particularmente cruel de execução, mas também de intimidar quem ousasse desafiá-lo.
Bram Stoker conheceu essas histórias, misturou-as com muita ficção e criou seu personagem. A ligação entre Vlad III e o Drácula de Stoker, portanto, é bem mais tênue do que a indústria do turismo romeno gosta de fazer parecer. Estava lotado, 30 euros por cabeça, camisetinhas e imagens sendo vendidas por todo lado. Em todas as cidades por que passamos, Drácula leva uma parte do PIB da Romênia nas costas…
De Bran fomos para Brașov e nos surpreendemos positivamente. Que cidade linda e agradável, com uma arquitetura muito característica da cultura saxônica e um astral ótimo. Adoramos.
Caminhamos para lá e para cá pelo centro histórico, entrando em tudo o que era de graça. Não pagamos para entrar na famosa igreja luterana que fica bem na praça principal, a Igreja Negra.
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| Praça na cidade velha de Brasov |
Almoçamos ali mesmo, pela praça. Comi um goulash romeno, que vem como uma sopa, caracteristicamente com carne, batata e cenoura, em um delicioso caldo.
No meio da tarde, regressamos ao hotel.
Queríamos aproveitar o fim de tarde, ir ao spa do hotel, relaxar um pouco e comer algo no quarto mesmo. Foi o que fizemos. Eu ainda consegui dar uma caminhada de uns 30 minutos ao redor do hotel, em Poiana, uma pequena vila que vive do esqui no inverno, mas que vi bastante movimentada por famílias passeando e/ou fazendo alguma trilha.
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| Igreja fortificada de Viscri |
Vimos muitas cidadezinhas simpáticas no caminho para Sighișoara e paramos na vila de Viscri, que nos foi recomendada pelo ChatGPT. Achamos que ele superestimou a parada… mas valeu. Depois de visitar a igreja fortificada, caminhando sob um sol forte no início da tarde, sentamos para beber água. Ambiente rural, sol forte, uma aguinha gelada, vendo o povo passar e pensando o quão longe estamos, como é interessante conhecer uma vila saxônica na Transilvânia, tentando lembrar de onde surgiu a ideia de vir para cá e, por último, lembrando do verso de Pessoa, em Passagem das Horas: “Penso em que é que me ficará desta vida aos bocados, deste auge”.
Caminhamos mais um pouco e paramos no Café Viscri. Pedimos um frappé gelado. Nesse momento, eu já estava concentrado nos próximos passos da viagem. Já nem me lembrava mais da fugacidade ou da finitude da vida… rsrsrs.
Chegamos em Sighișoara às 18h. Mas, sobre ela, conto depois.
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| Meu antídoto... bem bom... |
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| Centro de Brasov, casa do século XVI |
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| Ruas de Brasov |
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| Empalamento |
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| Depois de uma chuva torrencial na estrada, saindo do Castelo de Peles, esse presente |
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| Interior da Igreja fortificada de Viscri |
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| Vila de Viscri |
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| Cetatea Rupea (forte de Rupea) - vimos na estrada e paramos para ver. |














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