Parlamento de Bucareste. O tamanho realmente impressiona
Chegamos no aeroporto de Bucareste e pegamos um Uber sem maiores dificuldades. Fim do dia, ainda sol, às seis da tarde já tínhamos feito o check-in no Mercure Centro e começamos a caminhar pela cidade. Eu me senti como se tivesse saído de um metrô lotado para uma limusine onde uma leve música clássica tocava. Sim, essa foi a imagem que me veio para essa mudança de Istambul para Bucareste.
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| Aspecto do Centro Histórico - Old Town |
Ficamos andando para lá e para cá no centro histórico, agora já um pouquinho mais ruidoso, porque são muitos bares e restaurantes com aquelas pessoas perguntando se você quer entrar, oferecendo o cardápio ou propondo um drinque.
Escolhemos um onde ninguém nos ofereceu nada. Uma simpática cervejaria, a Beer O’Clock, onde apenas um jovem atende, tirando os chopps e cobrando, mas somos nós que vamos até o balcão pedir, pegar e pagar a cerveja. Como tem que ser, simples e objetivo.
Uma cena curiosa foi a de um senhor que se aproximou e puxou assunto querendo vender livros. Ouviu nosso inglês e nos perguntou de onde éramos. Respondemos e imediatamente ele falou “Paulo Coelho”. Ainda citou, com sotaque próprio, Machado de Assis e Bernardo Guimarães (nomeando A Escrava Isaura). Gostei de 2/3 das referências literárias do livreiro romeno.
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| Momento para lá de agradável |
Hoje pela manhã saímos na nossa missão de conhecer algo da cidade, nesse curtíssimo tempo que passamos aqui. Marcamos alguns pontos no mapa e mais ou menos seguimos o caminho proposto. Visitamos a Igreja de São José, vimos outra vez o Ateneu, lindo prédio, passamos em frente ao Museu Nacional de Arte e entramos em uma igreja ortodoxa romena, muito bonitinha, pequena, a Zlatari, dedicada a Maria. Vale a visita. Outra vez entramos na “Old Town”, parte do roteiro, também querendo entrar em uma livraria que havíamos visto ontem. Compramos um livrinho romeno para a Clara…
Outro lugar que gostamos muito de ver, na própria cidade velha, foi o Mosteiro Stavropoleos, uma Igreja Ortodoxa Romena dedicada aos Santos Arcanjos Miguel e Gabriel. Foi construída em 1724. Pequena, delicada e cheia de detalhes, é daquelas surpresas que aparecem quando caminhamos sem pressa pela cidade. No fundo da igreja tem um pátio. Percebemos uma mesa posta e nos aproximamos. Uma freira muito simpática nos recebeu e ofereceu coliva, um doce feito à base de trigo, mel, castanhas e especiarias. Ela nos explicou que esse doce é tradicionalmente ligado à memória dos mortos e à ideia de ressurreição. Comparou o dia 27 de agosto com nosso 01/11. Acho que ela fez uma confusão de datas aí, mas ela insistiu e quem sou eu para discutir com uma freira devidamente trajada! Mas ela foi muito simpática, agradável e acolhedora, e a coliva estava deliciosa. Acabou sendo nosso café da manhã!
Do mosteiro, com nosso tempo já terminando, caminhamos até o Parlamento.
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| Mosteiro Stavropoleos |
Ela é um bom exemplo do que percebo em todas as igrejas ortodoxas que visitei: elas muitas vezes impressionam mais por fora do que pelo tamanho que têm por dentro. O espaço interno é relativamente pequeno, há poucos bancos para sentar e a decoração é feita com pinturas, ícones e a iconóstase. Chama a atenção a ausência de esculturas, tão comuns nas igrejas católicas romanas. Esta igreja foi construída entre 1905 e 1909 com apoio do czar russo Nicolau II.
A iconóstase é aquela parede ou divisória coberta de ícones que você vê dentro das igrejas ortodoxas, separando o espaço onde ficam os fiéis do altar, que fica atrás dela.
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| Igreja Ortodoxa Romena de São Nicolau |
Aprendi aqui que uma das características que mais diferenciam visualmente uma igreja ortodoxa de uma igreja católica romana é que, em vez de um altar aberto e visível, como no catolicismo, a tradição ortodoxa cria essa separação entre o espaço dos fiéis e o altar por meio da iconóstase. As iconóstases são normalmente um ponto alto da decoração das Igrejas Ortodoxas.
Nosso tempo nessa simpática capital se esgotou. Fomos de Uber ao hotel, para pegar o carro que alugamos e seguir viagem.
E esse foi nosso passeio por Bucareste. Gostamos da cidade, acho que não acharíamos ruim explorar mais das suas ruas e, principalmente, dos bares e restaurantes que nos chamaram a atenção. Fica para outra. Agora vamos rumo à Transilvânia. De lá, conto mais!
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| A simpática freira repartindo comida. |
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| Livraria Carturesti, old town |
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| Modinha: vale tudo para atrair um cliente |
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| Zlatari - igreja ortodoxa |
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| Rua Victoria |
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| Um dos tantos prédios bonitos na Av. Victoria |










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