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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Braga e viagem para Chaves, Portugal, 08 e 09 de fevereiro de 2025.

 

Av. da Liberdade, Braga.

Saímos do Porto em direção a Braga, de trem, às 11h30 de domingo. Foi tempo de tomar café da manhã, arrumar a mala e ir para a estação São Bento aguardar a chegada do comboio. Na verdade, parece mais um metrô: são muitas paradas, a cada 3/4 minutos, por uma zona quase mais urbana que rural. Bonito trajeto; uma hora depois, estávamos em Braga. Fizemos o check-in no Hotel Mercure e saímos para passear pelo centro. Caminhamos em uma tarde fria e nublada de domingo, que se fez chuvosa depois das 16h. 

Gente, musica, baile e.. coreto!

Mas pudemos ver e admirar os pontos mais conhecidos da cidade, como a Avenida Central, o Jardim de Santa Bárbara, o Arco da Porta Nova, a Igreja da Sé e a Praça Municipal. Esta última, com bastante movimento do meio da tarde para frente, principalmente ao lado do coreto, com músicos locais tocando canções portuguesas (tipo Roberto Leal, para quem é deste tempo…), com a população local cantando e dançando alegremente, parecendo querer espantar o frio e colorir o cinza do céu. Quando começou a chover, esse grupo encontrou um ponto protegido e, literalmente, seguiu o baile!

Nessa hora da chuva, Ana e eu fomos nos abrigar no Café Viana. Tido como o mais tradicional da cidade, uma placa na entrada avisa que ele foi frequentado por Eça de Queirós e Camilo Castelo Branco. Não poderíamos perder a oportunidade! Pedimos duas taças de vinho e alguns bolinhos de bacalhau, vimos o tempo passar e o clima se acalmar. Caminhamos mais um pouco, passamos em um supermercado, nos abastecemos do básico e, antes das seis, já noite, estávamos no hotel.

Ontem, segunda, o dia amanheceu com uma chuva que não dava sinal de que iria parar. Decidimos alugar um carro e vir para Chaves, cumprir um dos objetivos da viagem, que era conhecer a região de Trás-os-Montes.

Escadaria de Bom Jesus

Na saída, assamos para ver a escadaria do Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga. Linda. Um conjunto barroco classificado como Património da Humanidade pela UNESCO. A simbologia guardada pela arquitetura revela uma espécie de caminho espiritual, no qual se mergulha ao percorrer seus 573 degraus. Chovia muito, mas fiquei me devendo subir essas escadas! Quem sabe rola quando formos devolver o carro?

Agora, sobre a viagem: muita chuva. Perguntei ao ChatGPT onde almoçar; ele me indicou um restaurante em Mondim de Bastos. O restaurante que ele indicou estava fechado… Viu? Nunca confie integralmente nos outros, diziam os antigos — verdade que também se aplica a essa inteligência que de artificial tem pouco e é, na verdade, “dos outros”. Bem, achamos um restaurante aberto, a Adega Regional Escondidinho. Comemos o prato do dia com o vinho da casa, como gostamos de fazer. O meu foi uma carne à alentejana, carne de porco frita com amêijoas, que se abrem no próprio molho, criando um sabor bem português — mistura de mar e campo. Interessante, não é? Estava bom. Não ótimo, mas bom.

Neblina... 

Depois do almoço, seguimos viagem para Chaves. Optei pelas estradas secundárias, como sempre faço. Só que, nesse caso, não deu tão certo. Subi uma serra, estrada estreita, chuva fina e muita neblina. Passamos por cidadelas lindas — o visual com certeza deve ser deslumbrante —, haviam alguns miradouros que insinuam a beleza do lugar, mas a neblina não nos deixava ver nada, e a tensão na direção não foi muito agradável. 

Programamos essa viagem com a ideia de conhecer Trás-os-Montes, ver algo do Douro e do Minho. A chuva nos fez mudar rotas. Essa estrada com certeza é acompanhada por paisagens deslumbrantes; fica a dica, se você quiser conhecer essas bandas do planeta. Passei pela Serra do Alvão e por cidadelas como Gouvães da Serra e Parada de Monteiros. Quando descemos, passamos por Vila Pouca de Aguiar antes de chegar a Pedras Salgadas.

Mas a tensão passou, deu tudo certo. Para aliviar, demos uma parada em Pedras Salgadas, cidade onde há o Parque Termal de Pedras Salgadas e a fonte da famosa Água Pedras que, aliás, é saborosíssima. Tomamos um café com Água Pedras, claro, e seguimos viagem até Chaves, passando pela mítica N2, estrada que corta Portugal do Sul ao norte, desde o Faro até Chaves. Linda, viajar por toda ela deve ser “a viagem” a se fazer em terras lusitana. O trecho que fizemos deu vontade de fazer caminhando, de tão bonita e agradável.

Chegamos ao hotel no fim do dia, mas sobre essa charmosa cidade eu conto no próximo post.

Restaurante em Mondim de Bastos.

Nascente da famosíssima Água Pedras

Café e Água Pedras


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