Pesquisar este blog

domingo, 29 de março de 2026

Pequim, China, de 25 a 29 de março de 2026.

Muralha da China

Chegamos em Pequim na quarta-feira, dia 25. Saímos de Porto Alegre, voamos de Latam até Londres. Por sorte, rolou aquele upgrade para executiva! Esperamos seis horas no aeroporto com um acesso bem limitado a uma sala VIP e embarcamos na China Southern para Pequim. Avião bom, um A380 novinho, lotado, muitos jovens e dez horas de voo no meio do avião. Sobrevivemos bem!

Cena urbana no Parque Jingshan

No aeroporto de Pequim, super organizado e com um trâmite de imigração muito simples, pegamos um Didi, o Uber daqui, até o hotel, o Grand Mercure Beijing Central. O hotel é ótimo, aquele enorme lobby que eu gosto, tudo muito correto. Que legal estar aqui pelo Oriente, estar aqui na China!

Na China, os aplicativos ocidentais não funcionam. Antes de vir, tivemos que nos prevenir e baixar os aplicativos que nos ajudarão a viver por aqui. Por exemplo, o Alipay. Com ele, podemos fazer pagamentos com os cartões de crédito que cadastrarmos, porque usá-los diretamente, como sempre fazemos, nem sempre rola. Nesse aplicativo, podemos ainda chamar carro, pagar metrô, comprar trens e reservar hotéis. E mais. Também é necessário contratar internet e uma VPN, para aí sim podermos acessar os apps com os quais estamos acostumados. Tem ainda mais, estou só dando exemplos de como devemos nos preparar para viajar para cá.

Mas… o que fizemos nesses três dias em Pequim?

No primeiro dia, quinta-feira, começamos com o café da manhã do hotel. Minha fidelidade à rede Accor é recompensada, em toda a Ásia, com café da manhã gratuito, além de um belo upgrade de quarto.

Depois do café, saímos caminhando, na expectativa de ir até a Praça da Paz Celestial. Ledo engano… não tem como se registrar para entrar na hora, a segurança é levada a sério. Tem que se cadastrar no dia anterior. Seguimos caminhando e, perdidos em um simpático hutong, encontramos o “Pudu Temple”. 

Magnólias em flor no Pudu Temple

Curtimos, muita gente local passeando, um grupo praticando alguma arte marcial, magnólias em flor e fotos, muitas fotos. Você sabe o que são os hutongs? Os hutongs são os tradicionais bairros antigos de Pequim, formados por becos, ruelas e casas térreas organizadas em torno de pátios internos. São um dos estilos urbanos mais antigos e característicos da cidade.

Caminhando por eles, sentimos que estávamos chegando à China.

Seguimos caminhando e nos deparamos com o Parque Jingshan, em frente à saída norte da Cidade Proibida. Tem uma colina artificial, feita com a terra retirada dos fossos da Cidade Proibida. No topo, uma linda vista de toda a cidade. Para aproveitar o visual, o imperador mandou construir um lindo pavilhão, chamado “Pavilhão da Primavera Eterna”. Grande, desde lá de baixo se vê imponente, com aquela arquitetura clássica que nos avisa que estamos na China.

Saímos do parque com a intenção de ir comer uns dumplings. Escolhemos o restaurante, colocamos no Didi, entramos no carro e partiu! Chegamos ao hotel… rsrsrs… erramos ao colocar o endereço, temos que melhorar nosso mandarim!

Lago Houhai

Comemos algo, Helena e eu, em um restaurante ao lado do hotel, muito simples, digamos um autêntico pé sujo chinês, bem barato e ruim. Somando e dividindo, resultado razoável. No fim da tarde, fomos até Shichahai, a região dos lagos em Pequim. Eu conhecia, estive aqui em 2011, e tinha uma boa lembrança. São três lagos contíguos, perfeitos tanto para um rolê ao redor deles quanto pelos hutongs da região. Fomos ao local mais animado, o Houhai. Muita gente, luzes, cores, cheiros, comidas e fotos, muitas fotos.

Curtimos bem nossa noite, comemos por ali mesmo, nas inúmeras barraquinhas que se apresentam. Ainda bem que tem imagens dos pratos e das comidas: apontamos o dedo, pagamos e seja o que Deus quiser!

No dia seguinte, sexta-feira, 27, dia do aniversário da Helena, fomos comemorar em grande estilo na Muralha da China. Eu havia estado nela, na parte de Badaling. Agora, fomos a Mutianyu. Um pouco mais longe, dizem que um pouco mais vazia, é considerada melhor estruturada, com dois teleféricos e um tobogã para descer. Compramos o ingresso para ir de Pequim até lá pela GetYourGuide, cem reais por pessoa. No ônibus de ida, nos vendem os ingressos para a parte leste ou oeste das muralhas, ou as duas. Escolhemos ir à parte oeste, onde é possível subir até a Torre 14 de teleférico, estilo bondinho, para oito pessoas, e ir caminhando pelas muralhas até a Torre 20. A subida tem seu grau de dificuldade, nada muito pesado, mas Ana achou melhor não avançar muito. Helena e eu fomos até o fim. Fim não é bem o termo, a Muralha da China tem alguns milhares de quilômetros de extensão… para chegar à Torre 20, há uma escada com mais de 500 degraus, irregulares, uns mais altos que outros, o que nos obrigou a fazer uns dois ou três pit stops até chegar lá no alto. Mas acho que só conseguimos mesmo porque Helena colocou a música da Mulan para ouvirmos. Pronto, aí sim! 

Valeu muito ter ido por esse trecho, o visual é bonito, a caminhada icônica, o movimento interessante de ver. Mas valeu principalmente por ter tido a chance de estar duas vezes nessa maravilha do mundo moderno, que mostra a absurda capacidade do ser humano de criar obras que têm cara de impossíveis. Essa é uma delas.

E claro, o que mais se vê é a galera tirando fotos, muitas fotos! 

Rolê à noite, perto do hotel, vários
centros comerciais

Regressamos e, às 4 da tarde, já estávamos de volta a Pequim. Pegamos o metrô, limpo e organizado, e fomos até o “Mercado das Sedas”, o paraíso das falsificações… mudou muito, a cara não está tão popular, é um bonito shopping. Sabe aquela propaganda? Os cabelos mudaram, mas a voz continua a mesma… vendedores ávidos por vender se apegam a um mínimo sinal de interesse teu. E o truque é mostrar interesse e depois dizer que não quer. Compramos lenço por 30 yuans, mas o primeiro preço foi 150. Helena entrou em uma loja de bolsas. Disse que a falsificação de uma Loewe estava boa, pensou em comprar. Mas o que ela queria mesmo era ser convidada para ir para a “salinha”, onde, depois que entramos, o vendedor fechou a porta com chave. Como se fosse um submundo, um tráfico de algo. Pareceu mais uma encenação. Ri, porque Ana ficou nervosa com a porta fechada e pediu para sair. Eu fiquei vendo Helena negociar… saiu dos 2.500 iniciais para 300. Mesmo assim ela não quis. Queria mesmo era a diversão da negociação e da salinha trancada!

Saímos de lá com algumas lembrancinhas, como bálsamo de tigre, potinhos e uma roupinha com estampas de panda para a Clara.

Regressamos. Helena e eu resolvemos passear no início da noite na rua do hotel, com vários shoppings, lojas, pessoas e luzes. Do pouco que vi até agora, as noites são imperdíveis, é quando noto mais diferença entre outras grandes cidades e Pequim.

Praça da Paz Celestial

Ontem, sábado, último dia na capital política do país, fomos fazer os obrigatórios passeios da Praça da Paz Celestial e da Cidade Proibida. Optamos por comprar também na GYG, por uns 140 reais, um passeio com entradas e guia. Foram cinco horas caminhando entre um e outro, ouvindo uma língua que até agora eu quero saber qual é. Me falaram que era inglês. Sei que meu inglês não é bom, mas quero ver se Shakespeare entenderia o que nosso guia falava…

Não vou descrever aqui o que vi no passeio, é muito fácil achar boas explicações sobre esses lugares. Vou apenas dizer que não é à toa que, em 2025, 37 milhões de pessoas visitaram um e/ou outro. Esses números, que parecem exagerados, foram mencionados pelo guia. São lugares realmente incríveis. A maioria desses visitantes são chineses, orgulhosos e desejosos de ver o que fizeram os de ontem (Cidade Proibida) e os de hoje (Praça da Paz Celestial). Bonito ver como as pessoas querem tirar fotos, muitas fotos, com a bandeira nacional ou tendo o enorme retrato de Mao Tsé-Tung ao fundo.

Cidade Proibida

No fim da tarde, preparando a saída de hoje cedo, voltamos a tempo de estar no happy hour que o hotel nos oferece todo fim de tarde. Vocês sabem, eu adoro um de grátis, com qualidade, vista boa e em país estrangeiro. 

Estar na China é uma onda. Tentar ver algo e, quem sabe, buscar entender um pouco desse enigmático país, sua cultura, sua história, seus feitos e seu “socialismo de mercado”, segundo alguns, ou “capitalismo de Estado”, segundo outros, é fascinante. Ainda temos duas semanas por aqui. Agora estou no trem, domingo de manhã, indo para a cidade Imperial de Xi’an, a 350 km por hora. Vou contando… e postando fotos, muitas fotos!






Ana pediu as meninas vestidas com trajes antrigos para
tirar uma foto com elas - na Cidade Proibida.

ao redor do Lago Houhai

Pavilão da Primavera Eterna, Parque Jingshan




Nenhum comentário:

Postar um comentário